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Campanha reforça importância da vacinação de HPV entre os métodos de prevenção do câncer de colo do útero

Campanha reforça importância da vacinação de HPV entre os métodos de prevenção do câncer de colo do útero

O imunizante está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos, além de homens e mulheres imunossuprimidos com até 45 anos

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Texto: Aurimar Lima Fotos: Gabriel Benito Secom - Governo de Rondônia

A vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) é a forma mais eficaz de se prevenir contra a infecção

A vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) é a forma mais eficaz de se prevenir contra a infecção

O governo de Rondônia destaca a campanha “Março Lilás”, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção do câncer de colo do útero, tipo de tumor que é um dos mais recorrentes entre as mulheres, e pode ser facilmente identificado por meio do exame preventivo Papanicolau. A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) acentua que, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre as mulheres no Brasil, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No entanto, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são muito altas.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressalta a importância do autocuidado, e reforça que o acesso a serviços de saúde pública promove informação e prevenção, a fim de garantir uma melhor qualidade de vida para todas as mulheres.

O diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, enfatiza que o “Março Lilás” é uma campanha do Ministério da Saúde que busca alertar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de colo do útero.

VACINAÇÃO CONTRA O HPV

A principal causa do câncer do colo do útero são infecções persistentes pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) destaca que a vacinação contra o HPV pode prevenir cerca de 70% dos casos dessa doença.

O imunizante está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos, além de homens e mulheres imunossuprimidos com até 45 anos.

A vacina protege contra os tipos mais perigosos do vírus, incluindo os subtipos 16 e 18, associados ao desenvolvimento do câncer, e os subtipos 6 e 11, que causam verrugas genitais. Além da vacinação, o uso de preservativos internos e externos, disponibilizados gratuitamente pela rede pública, é recomendado para complementar a prevenção contra o HPV.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

O exame preventivo Papanicolau está disponível nas Unidades Básicas de Saúde, e é indicado para mulheres que tenham vida sexual ativa. De acordo com a chefe do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais da Agevisa/RO, Gilmarina Silva, além do exame de Papanicolau, a rede pública de saúde também realiza biópsias do colo do útero. “Mulheres que apresentarem alterações no exame são encaminhadas para atendimento especializado”, explicou.

O Ministério da Saúde recomenda que, após dois exames consecutivos com resultado normal realizados com intervalo de um ano, a repetição seja feita a cada três anos. Além do exame preventivo, a vacinação contra o HPV é fundamental para reduzir os riscos da doença.

 

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