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Confúcio Moura relembra convenção caótica do MDB em Rondônia marcada por tumulto e 'quebra-pau'

Confúcio Moura relembra convenção caótica do MDB em Rondônia marcada por tumulto e 'quebra-pau'

Ex-governador narra bastidores da escolha da candidatura ao Senado em 2018, destacando atuação de Ricardo Eglert, então delegado do partido

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fonte: Rondônia Dinâmica.

Porto Velho, RO – Em texto publicado no dia 30 de março de 2025, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) relembrou os bastidores da convenção do MDB de 2018, quando o partido definiu sua chapa ao Senado Federal. De acordo com o relato, o evento foi marcado por tensão, confronto físico e disputas internas acirradas que culminaram na confirmação de sua candidatura.

Segundo Moura, a expectativa era de que ele e Valdir Raupp fossem os nomes do partido para disputar as duas vagas disponíveis ao Senado naquele ano. No entanto, mesmo após ter renunciado ao cargo de governador de Rondônia com esse objetivo, ele relata que "a situação mudou de rumo" e não houve acordo dentro da legenda.

A convenção foi realizada com portas fechadas, no auditório do MDB, com controle rigoroso de entrada e presença de segurança. Antes do evento, o senador afirma ter percorrido diversas cidades do estado em busca de votos dos delegados. Uma dessas viagens o levou a Santa Luzia do Oeste, onde encontrou Ricardo Eglert, um fazendeiro local que, segundo ele, "não conhecia Porto Velho, dedicado ao trabalho em sua propriedade".

No encontro, Moura relata que Eglert disse não ser filiado a nenhum partido, mas seu nome constava como delegado no cartório eleitoral. "Comecei a convencê-lo a ir a Porto Velho votar na convenção", escreveu. De acordo com o senador, Eglert só aceitou participar se fosse acompanhado por uma professora chamada Lena. "Assim foi feito. Jamais havia participado de ato político", afirmou.

O clima na convenção, conforme descrito, era de forte tensão. Um telão foi colocado na rua para que os apoiadores acompanhassem a movimentação. Dentro do auditório, Eglert permaneceu sentado, "observando todo aquele tumulto", descreveu Moura. Entre os momentos de maior tensão, o senador cita gritos, ofensas, agressões físicas, e até a invasão do prédio. "A Comissão Executiva decidiu que haveria apenas um candidato", conta.

Em determinado momento, segundo o senador, o então integrante do partido identificado como Lenzi tentou fazer a leitura de um texto, mas foi impedido por outra participante da convenção. "A Vilma saltou como uma gata e arrancou o microfone da mão dele", relatou. Em seguida, a porta de vidro do prédio foi quebrada por apoiadores que estavam do lado de fora, levando à "briga generalizada". Moura afirma que integrantes de uma academia da Zona Leste, apelidada de "turma do Braçal", participaram do confronto. "Meteram a porrada a torto e a direito. A mesa foi desfeita. Correria dos infernos", escreveu.

Mesmo diante do caos, o senador destaca que conseguiu assegurar sua candidatura. Ele fez questão de mencionar a importância da participação de Eglert na decisão. "Sou grato a Ricardo; até hoje tenho admiração por ele", afirmou. Segundo Moura, o fazendeiro ficou completamente desencorajado com o episódio. "Tenho certeza de que nunca mais aceitaria participar de outra convenção. Ele ficou completamente desencorajado."

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